Uma senhora no shopping tira o smartphone da bolsa e começa a clicar várias vezes na tela. Ela dá risada, se espanta, fica atenta aos vídeos, fica brava quando não consegue visualizar direito, curte e compartilha conteúdo dos filhos na timeline. Aproveita aquele momento e manda um tchau em forma de emoji ou mensagem de voz para a irmã que está a centenas de quilômetros de distância.
Uma cena cada vez mais normal nos dias de hoje nas grandes cidades.

A população brasileira tem envelhecido e está cada vez mais conectada. A tecnologia, e em especial o smartphone, trouxe uma profunda mudança no comportamento e consumo desta faixa etária.

 

 

Se observarmos a evolução dos idosos entre os séculos, vemos que no século XIX os idosos eram vistos como sábios, pela experiência acumulada ao longo dos anos e pelos conselhos que direcionavam famílias inteiras.
No século XX houve a negação da velhice. As pessoas não queriam ficar velhas e faziam de tudo em busca da juventude eterna.
Já no século XXI vemos um novo comportamento: aproveitar e ter novas experiências de vida na terceira idade (ou melhor idade).

Mais conectados do que nunca
Uma pesquisa realizada pela IPSOS em parceria com o Facebook mostrou que os idosos com 60 anos ou mais estão mais conectados do que se imagina. Nesta pesquisa, três grupos de foram identificados:
1 – Elegantes
Eles são na maioria pertencentes à classe AB, são casados, ainda trabalham e gostam de tecnologia. Esse grupo representa 36% do total de pesquisados e o mais interessante é que a internet já é a sua primeira fonte de pesquisa.

2 – Housewives
Este grupo representa 22% dos entrevistados e é composto na maioria por mulheres das classes C, D e E. A pesquisa identificou que uma parcela significante é religiosa, na maioria evangélica e católica. Como fonte de pesquisa inicial, utilizam mídias tradicionais como TV aberta, revista e jornal.

3 – Tradicionais
Neste grupo a maioria (42%) diz estar preocupados com questões familiares, gostam de jardinagem, se preocupam com o consumo consciente e saúde.

A pesquisa revelou que essas pessoas usam a internet diariamente e só não utilizam mais por que ainda existem algumas barreiras.

A maioria dos entrevistados utiliza o Facebook como principal rede social. Usam para contatar amigos e se manterem informados sobre coisas relevantes, não apenas fofocas e futilidades.

As empresas precisam olhar com outros olhos para este público. As adoções de novas tecnologias têm permitido que o grupo da população de 60 ou mais anos no Brasil tenha liberdade na internet. E liberdade significa ter escolha frente à variadas opções. Eles conseguem buscar informações, se comunicar e consumir através da internet.
A internet deixou de ser território exclusivo dos mais jovens, os idosos encontram espaço e ganham cada dia mais confiança na navegação, principalmente através de dispositivos móveis como tablets e smartphones. Uma mudança sem volta no comportamento na população. E as redes sociais vieram para ficar!

Como a sua empresa pretende se conectar com este público?
Já pensou em desenvolver novas ações digitais para atender esta nova demanda?

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