“Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso uma mulher para se fazer um lar”

Esse provérbio chinês revela a mais pura verdade sobre as mulheres: elas são a base para um lar. A percepção que a mulher possui sobre aqueles ao redor faz total diferença no cuidado com a saúde.

Mas esse é um dos principais erros cometidos por clínicas e consultórios quando desenvolvem sua estratégia de marketing. Elas ainda não entenderam o poder da mulher como influenciadora e tomadora de decisão.

Um estudo promovido pelo Center of Talent Innovation (CTI) em diversos países como Estados Unidos, Reino Unido, Brasil, Alemanha e Japão mostrou que quando o assunto é saúde, a mulher é a ‘decisora’.

Isso impacta diretamente na comunicação entre os serviços médicos e o público final.

Muitas vezes as empresas não se preocupam em entender como essa mulher pensa. A definição de saúde para a mulher é muito mais abrangente e inclui o bem-estar físico, mental e espiritual, longe da lista que as empresas estampam em sua comunicação com soluções do tipo ‘livre da doença’.

Os dados mostram que para itens variados, as mulheres são responsáveis por 70% das decisões de compra no mundo inteiro, o que já é bastante elevado.

Na área da saúde, esse porcentual sobe para 94%, se considerarmos os cuidados com a saúde da própria mulher.

As mulheres têm a capacidade influenciadora e tomam a decisão por outras pessoas em 59% dos casos. Entre as mulheres ativas no mercado de trabalho e mães que possuem filhos de até 18 anos, esse poder de decisão salta para 94%.

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As decisoras não se enquadram apenas como mães: 43% das mulheres ativas no mercado de trabalho e sem filhos tomam as decisões sobre a saúde de outras pessoas, e 47% das que não trabalham e sem filhos tomam a decisão por outros.

Se houvesse um cargo definido, elas seriam as Chief Medical Officers (CMOs), ou Diretoras de Medicina em seus lares.

Apesar da comprovação do papel da mulher como decisora e influenciadora na área de saúde, as clínicas ainda escorregam na maneira como conduzem a sua comunicação.

Separamos abaixo os principais pontos que devem ser trabalhados na comunicação:

1. Amplie os canais de comunicação on-line.

Mais da metade das mulheres pesquisadas (53%) acredita que pode encontrar na internet melhores informações sobre saúde.

Quer ser encontrado? Esteja on-line!

Existem diversas ferramentas para a sua clínica ser encontrada online como blogs, website, YouTube, Facebook, Instagram, Pinterest, para citar algumas delas. Mantenha estes canais atualizados com informações pertinentes às mulheres.

2. Seja uma fonte confiável de informação.

Apenas 31% das mulheres entrevistadas consideram as fontes confiáveis.

Decisão e desconfiança não andam juntas. Por isso, seja uma fonte confiável para as mulheres. Os médicos e funcionários podem se engajar para produzir conteúdo de qualidade e que possa reduzir este nível de desconfiança.

Confiança é ingrediente essencial para a tomada de decisão.

3. Simples e útil.

A pesquisa mostra que esta falta de confiança está muitas vezes atribuída à falta de tempo por conta dos horários agitados, informações incompletas e descrédito generalizado na indústria médica.

77% das mulheres não fazem o que acreditam que deveriam fazer para se manterem saudáveis e 62% atribuem isso à falta de tempo.

Os médicos precisam fornecer informações mais claras para as pacientes. Um exame bem explicado abre as portas para um diálogo de cuidados preventivos e ações proativos para a saúde da mulher e daqueles pelos quais ela toma a decisão.

O médico deve fornecer informações confiáveis para que estas decisões sejam tomadas e um relacionamento de confiança seja estabelecido.

Os planos de saúde devem prover informações úteis sobre cobertura e cuidados preventivos, além de tornar mais fácil e amigável a localização de um médico na rede atendida. Parece algo básico, mas as pessoas ainda encontram dificuldades por uma relação pouco fluída com os seus planos de saúde.

A indústria farmacêutica precisa desenvolver uma comunicação mais clara e compreensiva, tornando-as de fácil acesso nos pontos de contato (online / tele atendimento / ponto de venda) sobre especificações de dosagens e recomendações. Em alguns países como os Estados Unidos, a cobrança é para que estas empresas possam informar a dosagem recomendada para cada etnia.

4. Mulheres na liderança

As empresas também precisam ampliar a presença de mulheres nos cargos de liderança. Em todo o mundo, 88% da força de trabalho no setor da saúde é realizada por mulheres e apenas 4% são CEOs.

Quanto mais as empresas investirem na liderança feminina, e criarem essa conexão externa, melhor estarão posicionadas e próxima ao modelo verdadeiramente centrado no consumidor.

 

Compreender o que as mulheres desejam na saúde e utilizar os dados para aprimorar o relacionamento com a clínica ou hospital ajuda as empresas a abraçar as oportunidades presentes no mercado e surpreender as pacientes com atendimento de qualidade.

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