Informação sobre primeiros socorros é essencial em qualquer família. Inúmeras situações podem ser revertidas através de pequenos movimentos. Mas e quando não temos ninguém que possa nos dizer o que fazer? Uma assistente virtual pode te ajudar!

A Mayo Clinic está testando a tecnologia de voz com a assistente virtual Alexa da gigante do varejo online Amazon. Algumas informações de primeiros socorros já podem ser acessadas através da voz pelos dispositivos da Amazon, como o Echo.

Alexa é como a Siri da Apple ou a Cortana da Microsoft. Ela interage e responde as suas solicitações por voz. A Amazon a desenvolveu para estar mais próximo dos consumidores. Uma assistente dotada de inteligência artificial que reconhece a sua voz e responde de acordo com a solicitação – desde comprar itens online, ler as principais notícias dos jornais, até responder dúvidas do dia a dia.

A equipe da Mayo Clinic desenvolveu um novo skill para a assistente pessoal da Amazon. Uma skill é uma interação que permite as pessoas realizarem em seus dispositivos habilitados à Alexa. Chamado de Mayo Clinic First-Aid, skill é gratuito e está disponível apenas em inglês.

De acordo com alguns sites especializados, a Amazon não paga nenhum valor por esse conteúdo gratuito disponibilizado pela Mayo Clinic.

O departamento de comunicação da Mayo Clinic já cria conteúdo e disponibiliza estas informações em impressos, newsletter, aplicativo, site mobile e desktop, este é um novo canal para o hospital divulgar informações sobre saúde para as pessoas. Alexa é um novo canal para que estas informações cheguem facilmente àqueles que desejam e buscam informações de maneira fluída, onde estiverem.

Vale a pena ressaltar que esta aplicação não busca substituir a consulta com um medico ou eliminar o chamado da ambulância. São dicas simples de primeiros socorros, para situações do dia a dia. Em situações onde o risco pode ser maior, dependendo do tipo de pergunta feita, a pessoa é orientada a ligar para o serviço de emergência americano 911.

De acordo com as relações públicas da Mayo Clinic, esses tipos de conteúdo voltado à informação de saúde com dicas têm gerado awareness (conhecimento de marca) para a organização. Isso demonstra que conteúdo relevante, entregue de maneira adequada para diferentes tipos de público em plataformas diversas tem o poder de elevar o conhecimento e gerar o boca a boca.

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O que o futuro nos reserva?
O desafio desta tecnologia é manter o diálogo. Não se trata apenas de um robô que lê as informações do site e transforma em voz feminina sintetizada. É preciso estabelecer uma conversa fluída, principalmente em situações de risco onde emoções e o tempo são essenciais.

A interação por voz é um novo degrau no relacionamento para os provedores de saúde e seus clientes. Os assistentes virtuais vão ganhar novos espaços na vida das pessoas (já assistiu ao filme Ela?). Com produtos conectados, a internet das Coisas, ou IoT (Internet of Things) já cria novas possibilidades de acesso e ativações para serviços e produtos.

É preciso olhar para as facilidades que estes dispositivos trarão para os pacientes e como as empresas de saúde poderão gerar valor e fortalecer o relacionamento, cada vez mais desgastado e frágil no Brasil.

É a tecnologia cognitiva a serviço da saúde.

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